domingo, 31 de outubro de 2010

Caso Lívia Andrade VS Jesus Luz

Esse Jesus de santo parece que só tem o nome. Há alguns dias atrás o modelo e DJ Jesus Luz arrumou uma baita dor de cabeça após assediar a apresentadora Lívia Andrade. Segundo ela, ele além de ligar para ela, foi até seu andar, no hotel em que ambos estavam hospedados e bateu na porta de seu quarto convidando-a para um "bacanal".  Fato que a deixou muito revoltada. No outro dia, ela o chamou até a recepção para pedir explicações e ter certeza se tinha realmente sido ele  o autor dos fatos.

Considero reprovável a conduta dele. Primeiro por não conhecer ela e fazer um convite desses "de cara", que faz pensar que ele tinha a impressão dela como uma mulher fácil. Não é porque se é ex-namorado da Madona que se pode fazer tudo que se quer e sair por aí "ofendendo" a moral de garotas. Se queria algo com ela tivesse proposto se conhecerem antes, até saber que tipo de relação (social)  poderia ter com ela e poder os limites das coisas. Não é assim que se trata uma mulher, por isso, nesse caso, entendo ser de Lívia Andrade a razão da controvérsia. Talvez isso se deva ao sucesso repentino (que tanto tem causado problemas a diversos ícones do esporte e da televisão) e ao orgulho de ser ex da Madona, o que indica que esse Jesus vai ter que aprender de novo como conquistar e tratar de verdade uma garota.

Rodeio das Gordas na Unesp.

Durante os jogos universitários promovidos pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), entre os dias 9 e 12 de outubro na cidade de Araraquara, São Paulo, uma nova modalidade de "competição" chamou atenção, não por sua criatividade, mas pelo constrangimento infligido a outros alunos da mesma Instituição, episódio que chamou a atenção não apenas dos demais estudantes de universidade, como também de toda sociedade e da mídia.

Pois é, a cada dia quando se pensa que não se pode inovar em termos de bullying, os bullies (agressores) demonstram possuir alta capacidade de criatividade quando se trata de inovar nas formas de humilhar outras pessoas.

Apesar de isso ter se tornado algo comum em nossos dias, não podemos nem devemos como humanos e como cidadãos se conformar com esse tipo de atitude.

Isso nos leva a refletir sobre o porquê desse tipo de situação. Apesar de nunca ter sofrido nenhuma espécie de bullying durante o colégio, já presenciei e observei diversas situações dessa natureza. Me parece que os bullies por não serem inteligentes, carismáticos ou ter alguma outra virtude natural que não seja a força física ou a altura que os coloca numa situação de causar intimidação, acabam praticando o bullying como uma forma de se destacar, de se sobressair e de aparecer de alguma forma, escolhendo como vítimas pessoas com aparência de indefesas, "bestas".

Na verdade, grande parte dessas pessoas são da classe média alta e/ou dessa geração de imperadores (filhos únicos) educados sem nenhum limite, sem nenhuma repreensão, tendo sempre todos os desejos e vontades realizadas. Falta educação e limites provindos de casa, dos pais. Mas, quando dessa ausência, a Escola devia ter atitudes mais contudentes nesse sentido, o problema nas escolas é que os diretores de hoje não tem mais capacidade de liderança, e isso atinge todo o país.

Os estudiosos e doutores publicam tanto conhecimento teórico sem ter contato com a prática e ensinam que nas escolas o professor não pode ter uma autoridade mais eficaz em relação aos alunos. Não falo em constrangimento ou exageros, mas quando os alunos podiam ser colocados de castigo, e os professores possuíam uma autoridade de fato maior sobre o aluno não se ouvia falar nessas coisas. Hoje há muita balela denominada de modernidade, "a psicologia diz isso e aquilo" e não resolve nada, uma psicologia advinda de estudos numa biblioteca, sem contato com a realidade das escolas ao redor de todo o país.

Defendo que deveria ser restabelecida a autoridade que os professores tinham antes, e assim se poderia compensar a falta de respeito e de educação que tantos alunos têm carência, originada pela omissão de muitos pais. Medidas de repreensão mais severas são necessárias, aquele que pratica coisas erradas deve saber que há punição para isso.

É lamentável que eventos dessas natureza possam ser verificados em universidade de renome de nosso país. E, aproveito para aconselhar as vítimas desses comportamentos agressivos que denunciam ao líderes da instituição quando isso acontecer, seja diretor, supervisor, coordenador, professor, enfim, o que não se pode é ficar inerte. Outra saída é ignorar se o bullying não incluir violência física, mas só com palavras, dependendo da gravidade. E, por último e não menos importante, demonstre que você não é fraco(a) nem hipossuficiente, reaja, com inteligência e sem se utilizar das mesmas "cartas" que os bullies, mas se for possível ou se os conselhos acima não resolverem, faça algo para que a situação cesse (não utiliza violência por obséquio, se não depois vão dizer na mídia que tem um blog incentivando a reação violenta das vítimas de bullying e não isso que estou dizendo) com a utilização de meios pacíficos, cordiais e inteligentes, reaja!

sábado, 30 de outubro de 2010

Você sabe o que é licença nojo?


Você certamente já ouviu falar de muitas espécies de licença, como por exemplo, Licença Maternidade, Licença Paternidade, entre outras. Mas e Licença "Nojo", você sabe de que se trata?

Apesar de ter um nome bem exótico, a licença nojo nada mais é do que a licença tirada em virtude do falecimento de alguém, que pode ser o cônjuge, ascendente (pais, avós, tataravós), descendente (filhos, inclusive natimortos, e netos), irmão ou dependente econômico (declarado na CTPS) do trabalhador. É, junto com as licenças maternidade, paternidade e gala, mais uma das hipóteses em que se pode ter as faltas justificadas, no âmbito do Direito do Trabalho.

A Licença Nojo possibilita ao trabalhador faltar justificadamente ao trabalho durante o período de 2 (dois) dias consecutivos, e ao professor 9 (nove) dias, em casos de falecimento de quaisquer das pessoas acima elencadas, consoante os arts. 320, §3º e 473, I da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Importante ressaltar que o gozo desta licença se dá em dias corridos (contando sábados, domingos e feriados). No caso, exclui-se o dia do óbito (caso a pessoa tenha ido trabalhar neste dia), e a partir daí contam-se 2 (dois) dias.

Aposto que você não sabia não é? Mas, e como solicitar a licença nojo?

Obviamente a licença nojo se processa diferente das demais licenças, uma vez que você não tem como prevê a morte de alguém, a não ser que você tenha planejado a morte da pessoa ou esteja previsto um procedimento de eutanásia, o que, diga-se de passagem, não é permitido no Brasil. E, mesmo que você planejasse a morte de alguém, qualquer coisa poderia dar errado.

Assim, diferentemente das demais licenças, em que a solicitação ou aviso é dado previamente, no caso da licença nojo pode ser diferente, ou geralmente será. Primeiro você tira a licença e depois procede à devida justificativa da ausência, o que é lógico, já que ninguém tem a capacidade de prever a morte! Basta a simples afirmativa, porém se o empregador duvidar, o fato deverá ser comprovado para que a ausência seja justificada, o que pode ser feito por meio de cópia da Certidão de Óbito. Basta apresentá-la no RH e a pessoa responsável pelo setor se encarregará de inserir a licença no sistema de frequências.

Dúvidas? Dê sua sugestão, comente!

Perdoar sem esquecer, possível?

Há quem diga que não é possível perdoar uma ofensa sem esquecê-la? Mas e como ficaria a situação de pessoas que têm uma memória muito boa?

Particularmente, acredito que não há impedimentos em se poder perdoar, sem contudo esquecer o episódio. Tem fatos que naturalmente marcam as nossas vidas e jamais os esquecemos.

Por esse motivo, acredito que seja possível haver perdão sincero, sem porém, a vítima esquecer do que se passou. Não quero dizer com isso que o ofendido ficará relembrando propositadamente o fato, mas que apenas não pode conscientemente apagar coisas de sua memória como se esta fosse um mero aplicativo de computador.

Na verdade, o interessante nisso e onde queria chegar é que devemos perdoar com sinceridade e procurar não relembrar as ofensas passadas, entretanto, não devemos esquecer das experiências e dos ensinamentos que tais comportamentos nos proporcionaram. Ou seja, sintetizando: perdoe, e procure não lembrar mais da ofensa, mas não esqueça da lição que aquela afronta lhe ensinou, para não cair no mesmo erro duas vezes.

"Esqueça os tempos de aflição, mas nunca esqueça o que eles lhe ensinaram". (Herbert Spencer Gasser).

Abraços.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Você conhece o Zé Ruela?

Precisa de algum comentário??

Busque em primeiro lugar o reino.


A Bíblia nos ensina que se deve buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça e todas as demais coisas serão acrescentadas. 

Buscar o Reino de Deus significa buscar as coisas de cima, buscar as coisas do céu, buscar as coisas de Deus, buscar as coisas espirituais, mas por quê? Aquele que conhece a Deus verdadeiramente sabe que aqui na terra não passa de um estrangeiro, peregrino, visitante. Aqueles que acreditam na Bíblia sabem que suas eternas moradas são no céu, onde não há mais tristezas, lutas, dor, doenças ou sofrimento ou qualquer coisa que cause mal ao ser humano.

Por isso, Deus nos adverte e estabelece este princípio bíblico, de não se preocuparmos demasiadamente com as coisas desta vida, porque aqui é tudo temporário. E sim, dar prioridade e se preocupar de verdade com as coisas de cima, do céu, com a vida espiritual. A maioria das pessoas sabem ou imaginam que existe uma vida após a morte, e esta vida após a morte que temos que buscar conquistar. Quem lê entenda.

Assim, quando obedecemos a Deus e colocamos nossa fé em prática, mesmo em contradição com as circunstâncias de nossas vidas, Deus cuida de nós. Ele exemplifica em Mateus capítulo seis, que as aves não trabalham, nem semeiam, contudo Deus as sustenta todas! Então, assim como as aves do céu, que não tem preocupações devemos confiar mais em Deus, buscar as coisas celestiais, espirituais em primeiro lugar e de todo o resto, de nossas necessidades, Deus se encarregará. Deus cuidará de você. "Todas estas coisas vos são acrescentadas." Todo o resto vem de bônus quando se busca a Deus em primeiro lugar.

Certa vez fui a uma igreja pela tarde em dia de prova, e quase não havia estudado, chegando na sala, fui o primeiro a terminar a prova, e o único a tirar dez. Talvez você ache isso insignificante, mas é certo que quando damos a primazia a Deus, independentemente das circunstâncias, Deus nos honra. E vai nos acrescentando emprego, casamento, etc. todas as necessidades mesmo, Deus supre e elas chegam naturalmente como um bônus da parte de Deus, até porque também tudo tem seu tempo determinado e naturalmente, no tempo de Deus e com você dando a primazia a Ele, certamente você será abençoado. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dando uma de delegado!


Muitas vezes, por desconhecer o direito, perde-se muitas oportunidades, o que pode tornar a vida até um pouco mais difícil. É por este e outros motivos que explico temas de direito neste sítio e da forma mais simplificada possível, facilitando o acesso e compreensão a todos e não a apenas a estudantes de direito e pessoas da área.

Hoje, iremos esclarecer que qualquer pessoa, independentemente de ser policial, delegado ou juiz pode prender outrem. Mas, espere, há circunstâncias específicas para que isso possa ocorrer.

Interessante? Sim, também pensei o mesmo quando aprendi sobre isso. Em regra, cabe à autoridade judicial competente emitir uma ordem de prisão e às autoridades policiais executar essa ordem. Entretanto, nosso Código de Processo Penal reza que "qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito" (idem a crime). (Art. 301 do CPP).

Assim sendo, nosso Codex Processual Penal permite que se fuja à regra da competência das autoridades para efetivar prisões, autorizando também os cidadãos comuns a o fazerem, conforme vemos acima "qualquer do povo poderá (...) prender (...) em flagrante delito. É importante esclarecer, porém, que não se pode sair prendendo todo mundo que se achar pela frente sem nenhum limite. A norma é clara, e estabelece como condição para que isso seja possível que esteja caracterizada a situação de flagrância, descrita no art. 302 do diploma sobrecitado, verbis:

Art. 302.  Considera-se em flagrante delito quem:
I - está cometendo a infração penal;
II - acaba de cometê-la; 
III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;
IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. (Art. 302, CPPB).

É importante que as pessoas tomem conhecimento de certas medidas para que possam contribuir com a paz e harmonia sociais, ajudando o Estado a coibir e a aplicar as devidas sanções àqueles que atentam contra as normais legais. Assim, da próxima vez que presenciar um crime, não hesite, pode prender o agente (pessoa que está praticando o delito), só não se utilize disso de forma abusiva, querendo dar uma de super-herói pois tudo em exagero é prejudicial.




terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tudo tem um propósito.


Tudo tem um propósito. Nada acontece por acaso. Nesse mundo de céticos, porém, tudo pode ser coincidências, mas para aqueles que entendem que tudo foi criado e existe por uma razão, tudo tem um propósito.

É isso que podemos entender da leitura de Eclesiastes 3.1 na Bíblia. Vale ressaltar que não é necessário ser religioso para se reconhecer os valiosos ensinamentos na Bíblia contidos. Romanos 8.28 nos diz: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." Mais uma vez nos deparamos com a palavra propósito.

Deus não falaria em vão a palavra propósito se não quisesse nos ensinar algo. Aprendo com esses versículos que mesmo quando as circunstâncias não são as melhores na nossa vida, há sempre um propósito para isso, ainda que não se possa entender no momento em que se passa por determinadas situações. Até mesmo quando algo de ruim ocorre, de algum modo Deus extrai um propósito daquilo. Há sempre uma razão maior naquilo que Deus permite que aconteça e, quando se é filho dEle pode-se entender que tudo que nos acontece de bom ou de ruim tem um propósito e contribui conjuntamente para o nosso bem, ou quem sabe até mesmo para o bem de outrem. Deus pode permitir que você passe por algo ruim para que possa ajudar outra pessoa. Pense nisso. 

Ainda podemos extrair dos versículos citados que tudo tem o tempo determinado por Deus, de modo que não adianta querer adiantar ou antecipar o relógio de Deus para sua vida. Tudo somente ocorre no tempo dEle e pela permissão dEle, Ele comanda o Universo. Então, ainda que sua situação de vida esteja contrária e desfavorável, saiba que há tempo para tudo, chegará o tempo de rir. E entenda que tudo que te ocorre tem uma razão, um propósito, e este por sua vez, tem seu tempo determinado. 

Assim sendo, tão somente aguarde e deixe Deus escrever sua história, porque todo filho de Deus tem história. E aqueles que não tem, quando Deus chama Ele escreve uma história, de lutas, na maioria das vezes, é verdade, mas com uma vitória bem maior no final! 

Deixe Deus escrever sua historia e entenda que tudo que te ocorre e as coisas que ocorrem ao teu redor, por piores que sejam, hoje ou lá na frente, contribuem ou contribuirão de alguma forma para o teu bem, se você for filho de Deus e amá-lo.

Paz seja com você! Abraços.

Justin Bieber's Revenge!




I do not understand why so much fuss around the case and Justin Bieber phone hacker.


People must think that being an artist is to be greater than or different from other ordinary people, but is not. Not because he is famous and known people are aliens! These are common and normal people like you and me. People with dilemmas, problems, dreams and everything else that they are entitled.

Not good if want to cover the sun with a sieve, it is very clear that this attitude of the singer was a form of revenge, if indeed he who has been posted on Twitter the number of "unwanted fan." As much as the defenders of Justin try to justify this attitude, or deny the desire for vengeance expressed in the act performed by the artist, hardly able.

But for such a fuss? Just be realistic. Why, if someone is calling you, teasing you the whole time, it is obvious that at some point you will get angry and have some reaction. Who of us, maybe we did not have the same reaction of the singer in similar circumstances? Who is not guilty cast the first stone!

If you speak up in the boy's psychological problems, but if it is just based on that fact, I do not think that this assertion is unfounded, since any ordinary person would have a similar reaction, and moreover, the young age of Justin and this sudden success certainly influence the behavior of the singer.

This leads us to ponder: how far is worth doing so successfully? It's worth losing touch with family, friends in exchange for millions who do not even know for sure where to spend? Unnecessary money that only serves to fulfill the desire of some to squander. Is it worth having so much success as Michael Jackson and have no peace to be able to sleep normally? That early success and have a bad relationship with his family, like Macaulay Culkin?

I heard that there are dozens of shows a month. It would be better for him to do one show a week and could enjoy your life as a normal person, maybe it'll miss later. So I conclude by saying that I consider the attitude of Justin nothing more than a mere common reaction in anger, that we are all vulnerable, because, famous or not, we're all human.

It's what I mean! 

A vingança de Justin Bieber!

Não compreendo por que tanta celeuma em volta do caso Justin Bieber e o telefone do hacker.

As pessoas devem imaginar que ser artista é ser superior ou diferente das demais pessoas comuns, mas não é. Não é porque se é famoso e conhecido que as pessoas são alienígenas! Tratam-se de pessoas comuns e normais como eu e você. Pessoas com dilemas, problemas, devaneios e tudo mais que têm direito.

Não adianta se querer tapar o sol com a peneira, é muito claro que se essa atitude do cantor foi uma forma de vingança, se realmente tiver sido ele quem postou no twitter o número do "fã indesejado". Por mais que os defensores do Justin tentem justificar tal atitude, ou negar o desejo de vingança expresso no ato realizado pelo artista, dificilmente conseguirão.

Mas, para que tanto alarde? Basta que sejamos realistas. Oras, se alguém fica te ligando, te importunando o tempo inteiro, é óbvio que em dado momento você irá ficar irritado e alguma reação terá. Quem de nós, talvez, não tivéssemos a mesma reação do cantor em circunstâncias semelhantes? Quem não tem culpa que atire a primeira pedra! 

Se fala até em problemas psicológicos do garoto, mas se for apenas baseada nesse fato, não acho que tal afirmação seja procedente, pois, qualquer pessoa comum teria uma reação semelhante, e além disso, a pouca idade de Justin e esse sucesso repentino, certamente influenciam no comportamento do cantor.

Isso nos leva a refletir: até que ponto vale a pena fazer tanto sucesso? Vale a pena perder o contato com a família, os amigos em troca de milhões que não se sabe nem ao certo em que gastar? Dinheiro desnecessário que apenas serve-se a realizar o desejo de esbanjar de alguns. Será que vale a pena ter tanto sucesso como Michael Jackson e não ter paz para conseguir dormir normalmente? Ou ter sucesso logo cedo e ter uma relação ruim com a família, como Macaulay Culkin? 

Ouvi dizer que são dezenas de shows num mês. Seria melhor que ele fizesse apenas um show por semana e pudesse aproveitar melhor sua vida como pessoa normal, talvez isso faça falta mais tarde. Assim, concluo por dizer que considero a atitude de Justin nada mais que uma mera reação comum numa hora de raiva, a que todos nós estamos sujeitos, pois, famosos ou não, todos somos humanos.

É o que penso!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Deus de perto e não de longe?


Será que Deus é apenas "Deus de perto"?

Há uma música cuja letra afirma: (...) és Deus de perto e não de longe (...). Será que isso é verdade? A Bíblia é de uma clareza solar quando expressa uma fala do próprio Deus quando diz: "Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe?" em Jeremias 23.23 (Bíblia Sagrada). Após lermos o referido texto é até desnecessário tecer maiores comentários, Deus é Deus de longe também!

Deus é infinitamente grande, Ele enche os céus e a terra (Jeremias 23.24) e como se não bastasse, é onipresente (tem a capacidade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo). Assim, quando dizemos "Deus de longe" esse termo longe é em relação a nós mesmos ("o nosso Deus aqui está longe de alguém lá"). Nós somos o ponto de referência nesse caso, quando dizemos longe, dizemos longe de nós, ou então perto de nós e longe de alguém, que por sua vez, está distante de nós. Desse modo, imagino que na verdade, o autor da letra desta canção quis dizer que Deus nunca está longe da gente, já que é onipresente, está sempre perto.

Quando se fala em Deus de longe, podemos imaginar a situação de alguém, por exemplo, por quem se ora intercedendo, que esteja longe. Dessa forma, nós dizemos que Deus é capaz de abençoá-la mesmo ela estando longe, pois na nossa lógica, se oramos a Deus aqui na Paraíba, Ele ouve e está presente aqui perto de nós, mas é capaz de abençoar alguém que está no Rio de Janeiro. 

Destarte, podemos dizer que Deus é Deus de perto, porque sempre está perto de nós onde quer que estejamos e por ser onipresente, mas também, e paradoxalmente, é Deus de longe, quando falamos com Ele aqui perto de nós e pedimos ou nos referimos a alguém que está longe. Esse longe reflete nada mais que nossa noção das coisas, porque se eu falo com alguém aqui na minha frente, e eu estou longe de alguém que está em São Paulo, logo essa pessoa com quem eu falo também estará longe daquela pessoa que está em São Paulo.

Vemos, portanto, que tudo isso não passa de uma questão de modo de falar e de entender as coisas, mas se a Bíblia entendendo nossa forma de pensar e de se comunicar fala em "Deus de longe", mesmo sabendo que esse longe é de um alguém em relação a nós e não a Deus, já que Ele enche céus e terra, e conseqüentemente está perto de todos, devemos nos portar em conformidade com o texto sagrado, até mesmo na composição de músicas. 

Espero ter-me feito entender. Abraços.

domingo, 24 de outubro de 2010

Foro privilegiado de políticos, será?



Há algumas pessoas que em virtude dos cargos ou funções públicas que desempenham, possuem o chamado "foro privilegiado". Trata-se da prerrogativa de não ser julgado por um juiz de primeira instância, isto é, aqueles magistrados singulares, que quando você ingressa com uma ação são eles que apreciem seu processo. É o juiz a que as pessoas comuns (sem foro privilegiado) se submetem.

Por exemplo, um juiz possui foro privilegiado. Um juiz quando submete-se ao judiciário como parte, ou seja, sem estar no exercício de suas funções, goza de foro diferenciado das demais pessoas. Um juiz não pode ser julgado por outro juiz, nesse caso, é o Tribunal de Justiça do Estado onde este juiz exerce sua jurisdição que terá competência para o julgar. E o Tribunal de Justiça é composto por um colegiado de magistrados, chamados de desembargadores. Essa diferenciação ocorre em razão da importância, não do indivíduo de per si, mas do cargo que este ocupa perante a sociedade.

Assim como os juízes, membros do Ministério Público e muitos outros ocupantes de cargos públicos, bem como qualquer pessoa, ao se "tornar político" também gozará dessa diferenciação de foro. Entretanto, no caso dos políticos essa prerrogativa de foro não é permanente, já que suas funções públicas são por tempo determinado, temporárias. Assim, quando cessa o mandato eletivo destes, cessa de igual modo seus privilégios de foro. 

Mas, até que ponto esse foro é realmente privilegiado? Será que realmente há privilégio nisso? 

O Presidente da República, v.g, quando comete um crime comum é julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e quando esse crime é relacionado à sua função pública, como chefe de estado e de governo, esse crime chama-se "crime de responsabilidade" e a competência para julgá-lo será do Senado Federal. 

Aparentemente é um privilégio ser julgado por órgãos superiores, ao invés de ser julgado por um juiz singular (de 1ª instância). Mas será mesmo? Que privilégio há em se perder as instâncias inferiores? Pelo contrário, há um prejuízo. As pessoas comuns quando submetem suas causas à apreciação pelo judiciário, possuem, em geral, duas instâncias para se valer (princípio do duplo grau de jurisdição). Assim, quando perdem na 1ª instância, recorrem ao Tribunal de Justiça (2ª instância). Em alguns casos, ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao STF, dependendo do assunto (matéria) discutido.

Mas, quando a pessoa goza do "foro privilegiado", quando cometer qualquer crime (crime comum) será julgado direto por um órgão superior, perdendo assim a garantia da apreciação por outros órgãos. No caso do Presidente, que é julgado pelo STF, ele não poderá recorrer a mais nenhum outro órgão do Poder Judiciário. Assim, as instâncias inferiores são suprimidas, isto é prejuízo, não é privilégio. Privilégio é poder ter sua causa, seu processo apreciado e revisto por vários órgãos judiciais. Então, não reclame quando se fala em foro privilegiado de políticos, porque na verdade, eles não tem vantagem nenhum  nisso, tem é prejuízo!   Mas isso é bem planejado, é bom que eles pensem que é privilégio, porque assim não discutem isso, afinal, como representantes do povo devem ter conduta ilibada e comportamento exemplar, tanto em suas vidas pessoais, quanto no controle da máquina executiva ou legislativa do Estado!

Em síntese simplificada e linguagem popular, o foro privilegiado. Abraços.

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